Broca e a Cigarrinha no Canavial: atenção ao manejo

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A chegada de períodos mais úmidos muda as condições dentro do canavial e exige atenção ao monitoramento de pragas. A broca e a cigarrinha no canavial representam problemas diferentes, mas ambas podem comprometer o desenvolvimento da cana quando encontram condições favoráveis para aumentar sua população.

A broca-da-cana, Diatraea saccharalis, ataca principalmente o colmo. Já a cigarrinha-da-raiz, Mahanarva fimbriolata, concentra sua ação nas raízes durante a fase jovem. Conhecer esses insetos ajuda o produtor a identificar os primeiros sinais e definir o manejo adequado para cada situação.

A broca-da-cana é considerada uma das principais pragas da cultura. O ataque começa quando as lagartas jovens se alimentam das folhas. Depois, elas penetram nas partes mais moles do colmo e passam a abrir galerias em seu interior.

Esse hábito dificulta a percepção do inseto diretamente na planta. Por isso, observar os sintomas ajuda no acompanhamento da lavoura. A presença de galerias no colmo indica que a praga já avançou para uma parte interna da planta.

As galerias também podem favorecer a ocorrência de problemas associados à entrada de microrganismos. A Embrapa destaca a broca-da-cana como uma praga relevante justamente pelos danos que pode provocar na cultura.

O ciclo do inseto pode ocorrer em várias gerações ao longo do ano. Segundo a Embrapa, o ciclo completo dura aproximadamente de 53 a 60 dias, dependendo das condições. Esse comportamento reforça a necessidade de acompanhar a lavoura durante diferentes períodos do cultivo.

A cigarrinha-da-raiz, Mahanarva fimbriolata, apresenta um comportamento diferente. As formas jovens permanecem próximas às raízes e sugam a seiva da planta. A presença de espuma esbranquiçada na base da touceira é um dos sinais mais característicos da infestação.

A ocorrência da praga está associada a períodos úmidos. Nas áreas de cana colhida sem queima, a palha acumulada sobre o solo ajuda a conservar a umidade. Esse ambiente pode favorecer o desenvolvimento da cigarrinha.

O ataque interfere na absorção de água e nutrientes pelas raízes. A Embrapa também relaciona a infestação à redução do teor de açúcar nos colmos, ao aumento do teor de fibras e à presença de colmos mortos. Esses efeitos podem prejudicar a qualidade da matéria-prima e a capacidade de moagem.

O monitoramento começa pela observação das plantas e do ambiente em que elas estão crescendo. No caso da broca, a avaliação deve considerar sinais de ataque no colmo e a presença de galerias características da praga.

Para a cigarrinha-da-raiz, a inspeção da base das touceiras ajuda a identificar a espuma produzida pelas ninfas. A observação das raízes e da região próxima ao colmo também contribui para reconhecer possíveis focos.

O histórico da área também merece atenção. Talhões que já apresentaram problemas podem exigir acompanhamento mais próximo, principalmente quando as condições favorecem o desenvolvimento das pragas.

O controle precisa levar em conta o comportamento do inseto e as condições encontradas na área. A Embrapa apresenta diferentes estratégias para o manejo da cigarrinha-da-raiz, incluindo métodos biológicos, químicos e culturais.

Entre as alternativas biológicas está o uso de Metarhizium anisopliae, fungo que pode atuar sobre ninfas e adultos. O controle cultural também pode contribuir para reduzir a população, especialmente por meio do manejo da palhada em áreas com histórico de infestação.

No caso da broca-da-cana, o controle biológico também ocupa espaço importante. A Embrapa destaca o uso de inimigos naturais, como a vespinha Cotesia flavipes, além de outros agentes de controle biológico.

A escolha da estratégia depende da situação encontrada no campo. Por isso, o acompanhamento técnico ajuda a relacionar os sinais observados, o histórico da área e o estágio da cultura antes da definição das medidas de controle.

Esperar que os danos se tornem evidentes para começar a acompanhar a lavoura pode dificultar o controle. A identificação dos primeiros sinais permite avaliar a presença das pragas e acompanhar sua evolução.

No caso da cigarrinha, a relação entre umidade, palhada e desenvolvimento da população torna o monitoramento ainda mais relevante em períodos favoráveis. Já a broca exige atenção aos sintomas relacionados ao ataque no colmo e ao desenvolvimento das lagartas.

Cada canavial apresenta uma realidade própria. Variedade, histórico da área, sistema de colheita e condições encontradas durante o cultivo precisam entrar nessa avaliação.

Para o produtor, conhecer os sinais e acompanhar a lavoura de perto permite tomar decisões mais bem fundamentadas. A Cimoagro pode apoiar esse processo com orientação técnica e soluções voltadas às necessidades de cada área.

Quer avaliar os riscos do seu canavial? Entre em contato com a Cimoagro e conte com nossa equipe para orientar o manejo da sua lavoura.

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