Chuvas intensas e doenças fúngicas no citros

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Chuvas intensas e doenças fúngicas no citros estão diretamente relacionadas e exigem atenção constante dos citricultores. Em períodos chuvosos, o aumento da umidade cria condições ideais para o desenvolvimento de fungos que afetam folhas, ramos e frutos. Por isso, o manejo correto é decisivo para preservar produtividade, sanidade do pomar e qualidade comercial.

Além disso, o Brasil ocupa posição de destaque na citricultura mundial, o que torna o controle fitossanitário ainda mais estratégico para o setor.

A citricultura é uma das cadeias mais relevantes do agronegócio nacional. O Brasil lidera a produção global de citros, com destaque para laranja, tangerina e limão, segundo dados da Embrapa e do Canal Rural.

Esse setor movimenta bilhões de dólares anualmente, gera empregos diretos e indiretos no campo e impulsiona a economia de municípios produtores. Portanto, preservar a sanidade dos pomares é fundamental para a sustentabilidade da atividade.

Chuvas frequentes elevam a umidade relativa do ar e prolongam o molhamento foliar, fatores determinantes para o desenvolvimento de fungos em citros.

Além disso, o excesso de água no solo pode provocar:

  • Redução da oxigenação radicular
  • Enfraquecimento das plantas
  • Maior suscetibilidade a doenças

Como consequência, ocorre desfolha precoce, falhas na abertura floral, redução da frutificação e queda na qualidade dos frutos.

Em condições de chuva intensa, algumas doenças ganham maior importância no manejo citrícola.

A pinta preta é uma das doenças mais relevantes do ponto de vista econômico, especialmente em áreas destinadas ao mercado in natura e à exportação.

  • Provoca manchas escuras e deprimidas na casca dos frutos, que evoluem ao longo do ciclo.
  • Não compromete a polpa, mas reduz drasticamente o valor comercial dos frutos.
  • A infecção ocorre, principalmente, em períodos de chuva frequente e alta umidade, com sintomas aparecendo meses depois.
  • Folhas e frutos caídos no solo funcionam como fonte de inóculo, aumentando a pressão da doença safra após safra.

A antracnose está diretamente associada a ambientes úmidos e plantas debilitadas.

  • Provoca lesões escuras em folhas, flores e frutos, além de podridões.
  • Em fases iniciais, pode causar queda de flores e frutos jovens, comprometendo o pegamento.
  • Em frutos em desenvolvimento ou próximos à colheita, favorece podridões, impactando a qualidade e o armazenamento.
  • A doença tende a se intensificar após chuvas prolongadas, especialmente em pomares adensados ou mal podados.

Embora seja uma doença bacteriana, o cancro cítrico merece destaque por seu comportamento em condições úmidas.

  • Provoca lesões salientes e corticosas em folhas, ramos e frutos.
  • A disseminação ocorre com facilidade em ambientes úmidos associados a vento e chuva, que espalham a bactéria entre as plantas.
  • Ferimentos causados por vento, granizo ou insetos facilitam a entrada do patógeno.
  • A presença da doença exige manejo rigoroso, com foco na prevenção e redução da disseminação.

O HLB (Huanglongbing) não é uma doença fúngica, mas sua ocorrência agrava o impacto das doenças associadas à umidade.

  • Plantas afetadas apresentam sistema radicular enfraquecido e menor capacidade de reação a estresses.
  • Em pomares com HLB, o excesso de umidade potencializa problemas fitossanitários, exigindo manejo integrado ainda mais criterioso.

O monitoramento contínuo do pomar é uma das práticas mais importantes em períodos chuvosos. Após eventos de chuva, o produtor deve intensificar as inspeções, observando folhas, ramos e frutos.

Além disso, identificar os primeiros sintomas permite agir rapidamente, reduzindo a necessidade de intervenções mais severas no futuro.

A prevenção é sempre mais eficiente do que o controle tardio. Por isso, algumas práticas são amplamente recomendadas por instituições técnicas.

  • Garantir boa drenagem do solo, evitando encharcamento.
  • Realizar podas bem conduzidas, favorecendo ventilação e entrada de luz.
  • Manter o espaçamento adequado entre plantas.
  • Realizar aplicações preventivas de fungicidas, seguindo recomendações técnicas, doses e intervalos.

Além do manejo químico, práticas culturais desempenham papel essencial na sanidade do pomar.

Entre elas:

  • Remoção de folhas, frutos e ramos doentes.
  • Eliminação de restos vegetais contaminados.
  • Escolha de variedades mais tolerantes, quando disponíveis.
  • Integração de controle químico, cultural e biológico, conforme a realidade da área.

Essas medidas diminuem a pressão de doenças ao longo do ciclo produtivo.

Cada pomar possui características próprias de solo, clima e histórico fitossanitário. Por isso, decisões padronizadas podem gerar falhas no manejo.

A equipe técnica da Cimoagro auxilia na definição do manejo, na escolha adequada de produtos e na condução segura da lavoura.

Procure a unidade mais próxima e fortaleça suas decisões no campo.

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