Controle do psilídeo e a prevenção contra o greening

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No manejo da citricultura, diversas ameaças são identificáveis a campo, doenças foliares, deformações de frutos causadas por pragas, estresses climáticos e falhas operacionais nos tratos culturais. No entanto, entre os principais desafios fitossanitários da atualidade, se destaca um inseto de difícil percepção visual, com apenas três milímetros de comprimento, cuja presença representa um alto risco para os pomares, o psilídeo dos citros, Diaphorina citri.

Esse inseto, apesar do tamanho minúsculo, é o vetor do greening, considerada a doença mais destrutiva da citricultura mundial. Quando o greening se instala no pomar, não há cura. E por isso, o controle do psilídeo precisa ser prioridade absoluta no manejo da lavoura.

O psilídeo dos citros é um pequeno inseto de apenas 3 mm, com asas transparentes e hábito sugador. Ele se alimenta principalmente das brotações novas das plantas cítricas, que são áreas mais sensíveis e ricas em seiva. Esse hábito já seria suficiente para causar danos às plantas, pois enfraquece o desenvolvimento e compromete a formação de ramos e frutos.

No entanto, o maior problema está na sua capacidade de transmitir a bactéria causadora do greening, também conhecida como Huanglongbing (HLB). Ao se alimentar de uma planta contaminada, o psilídeo adquire a bactéria, que se instala em seu corpo. A partir daí, ele passa a ser um vetor, transmitindo o greening para cada planta sadia onde se alimentar.

O greening é uma doença bacteriana extremamente agressiva. A bactéria se instala no sistema vascular da planta, bloqueando a circulação de seiva e nutrientes. Com o tempo, a árvore perde vigor, os frutos ficam deformados e amargos, e as folhas apresentam coloração amarelada irregular, daí o nome “greening”.

Além disso, a doença provoca queda de frutos, redução no tamanho das laranjas, diminuição drástica da produtividade e, em pouco tempo, torna a planta improdutiva e sem recuperação possível. O greening não tem cura. A única medida viável após a infecção é a erradicação da planta doente para evitar que a doença se espalhe pelo pomar.

Por isso, o controle do psilídeo é a única forma de prevenir a disseminação do greening. Combater o inseto vetor é proteger não só a lavoura atual, mas também o futuro da citricultura brasileira.

O produtor precisa estar atento aos sinais da doença no pomar. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Folhas com amarelecimento assimétrico, ou seja, manchas amareladas irregulares e sem padrão definido, diferente da deficiência de zinco, que é mais uniforme.
  • Ramos com crescimento irregular ou atrofiado.
  • Frutos menores, deformados e com gosto amargo, mesmo quando parecem maduros.
  • Sementes abortadas ou malformadas dentro da fruta.
  • Queda precoce dos frutos, principalmente nas fases de maturação.

Ao identificar qualquer um desses sintomas, é fundamental e urgente procurar assistência técnica e confirmar se há presença da bactéria, pois o manejo rápido é essencial.

O controle do psilídeo deve ser feito com um conjunto de ações integradas. Não basta apenas aplicar produtos químicos. É necessário adotar uma estratégia completa, combinando monitoramento, controle químico e biológico, manejo cultural e ação regionalizada. A seguir, explicamos cada um desses pilares.

O primeiro passo para controlar o psilídeo é saber onde ele está. O monitoramento deve ser feito com armadilhas adesivas, inspeção visual das brotações e acompanhamento técnico das áreas mais vulneráveis. Quanto mais cedo for detectada a presença do inseto, maior a chance de conter sua ação antes que ele dissemine o greening.

O uso de inseticidas é necessário e deve ser feito com responsabilidade. Produtos específicos para psilídeo, com modo de ação eficaz e seletivo, ajudam a reduzir a população do inseto, principalmente nas fases iniciais. O controle biológico, por meio de inimigos naturais como joaninhas e parasitoides, também pode ser integrado ao manejo, desde que as condições do ambiente permitam.

O ideal é seguir sempre as orientações de rotação de princípios ativos, para evitar resistência, e aplicar nos momentos  estratégicos, como nos surtos de brotação, quando o psilídeo está mais ativo.

O controle cultural envolve ações diretas no pomar, como a erradicação imediata das plantas contaminadas com greening, além da eliminação de hospedeiros alternativos que possam atrair o psilídeo. A limpeza da área e o bom manejo da brotação são fundamentais para reduzir o foco do inseto.

Talvez o ponto mais importante no controle do psilídeo seja a ação em conjunto entre todos os produtores da região. Se apenas uma propriedade aplicar as boas práticas e a vizinha não fizer o mesmo, o psilídeo migra, se desloca por curtas ou médias distâncias e continua espalhando a bactéria.

Agir com rapidez, responsabilidade e apoio técnico é o caminho certo para manter os pomares produtivos e saudáveis.

A Cimoagro, com sua equipe técnica altamente capacitada, está ao lado do citricultor para garantir que o controle do psilídeo seja feito com qualidade, segurança e resultados.

Se você deseja saber mais sobre como proteger seus citros, procure a unidade mais próxima e converse com nossos especialistas. Combater o vetor é proteger o futuro da citricultura.

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