Bicho-mineiro no café: como identificar e manejar

Gostou?
Compartilhe

O bicho-mineiro no café ataca as folhas do cafeeiro. A lagarta de Leucoptera coffeella se alimenta do tecido interno e forma as chamadas minas.

Quando o ataque é intenso, as folhas podem cair antes do tempo. Com menos área foliar, a planta perde capacidade de realizar fotossíntese e pode ter seu desenvolvimento prejudicado.

Por isso, reconhecer os sinais e entender quando a praga exige intervenção ajuda o produtor a evitar aplicações desnecessárias e perdas na lavoura.

O principal sinal aparece nas folhas. As larvas ficam entre as camadas do tecido e formam áreas lesionadas, conhecidas como minas.

Com o avanço do ataque, essas áreas aumentam e podem ressecar. Em casos mais severos, ocorre a queda antecipada das folhas.

Também é importante diferenciar minas ativas de lesões antigas. Nas ativas, ainda existe larva no interior da folha.

A quantidade de folhas atacadas ajuda a definir o momento de intervenção. Para café arábica, uma recomendação técnica utiliza amostragens periódicas no período seco e considera a presença de minas ativas em diferentes partes da planta.

Como referência, o controle pode ser indicado com 20% de folhas minadas no terço superior ou 30% no terço médio, conforme a metodologia utilizada para a cultura.

Esses valores orientam a decisão, mas a avaliação deve considerar também as características da região e da área.

O objetivo é evitar tanto a evolução para uma desfolha severa quanto aplicações sem necessidade.

Períodos quentes e secos costumam favorecer o bicho-mineiro. A intensidade do ataque, porém, varia de acordo com as condições de cada região e cafezal.

O histórico da área também ajuda a interpretar esse cenário. Talhões que já registraram problemas podem exigir maior atenção quando o clima favorece a praga.

Quando o nível de infestação justifica intervenção, o produtor pode recorrer ao controle químico. A escolha do produto deve seguir registro para a cultura, recomendação técnica e orientação profissional.

O uso repetido de determinados grupos químicos pode favorecer populações resistentes. Por isso, alternar mecanismos de ação é uma das estratégias recomendadas para preservar a eficiência dos inseticidas.

O momento da aplicação também merece atenção. Intervenções sem necessidade aumentam o custo da operação e podem afetar organismos benéficos presentes no cafezal.

O bicho-mineiro possui predadores e parasitoides que ajudam a reduzir sua população. Entre eles estão vespas, formigas e crisopídeos.

Preservar esses organismos pode contribuir para o equilíbrio da lavoura. O manejo das plantas nas entrelinhas e a conservação de vegetação próxima são práticas que podem favorecer sua presença, conforme as condições da propriedade.

Essa ação complementa outras estratégias de controle.

Minas ativas, nível de ataque, clima, histórico da área e presença de inimigos naturais formam o conjunto de informações que orienta a intervenção.

Assim, o produtor consegue direcionar o controle para situações que realmente exigem ação, em vez de tratar toda a área da mesma maneira.

Procure a unidade Cimoagro mais próxima e conte com nossa equipe no manejo do seu café.

Gostou?
Compartilhe